03/07/2017
Como turbinar sua tapioca!!
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Quer melhorar a qualidade da alimentação?

Procure consumir algumas sementes com efeitos muito interessantes para a saúde, que serve não apenas para o celíacos, mas para qualquer pessoa.

Hoje a sugestão é a utilização da chia e linhaça.

Conheça os benefícios dessas sementes tão pequeninas e tão poderosas:
Sementes

Existem 2 tipos de linhaça, porém há poucas diferenças entre a  marrom e a dourada:

– Dourada: possui um pouco mais de proteína

– Marrom: sabor mais acentuado e mais fibras que a dourada

A semente de linhaça também pode ser triturada, assim liberando seus óleos, porém é preciso ter alguns cuidados: triturar no momento do consumo OU armazenar em potes de vidro na geladeira até  4 dias.

ATENÇÃO:

Devem ser armazenadas em lugares protegidos do sol e em recipientes  fechados, pois a luz e o calor podem oxidá-las.

Sugestões para consumo

Ambas as sementes podem ser adicionadas em frutas, sucos, vitaminas, iogurtes, mas também em receitas de pães, tortas, biscoitos e bolos.

Tenho adicionado essas sementinhas na massa da tapioca.

Importante manter na geladeira em recipiente fechado.

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Onde comprar?

Existem algumas marcas seguras e certificadas como sem glúten:

http://www.vitalin.com.br/

https://www.monama.com.br/

Para pessoas sem restrições alimentares e que moram em São Paulo, indico a Zona Cerealista, onde há vários empórios no decorrer da Avenida Mercúrio (próximo ao metrô Pedro II). Muitos itens são vendidos à granel e os valores são mais em conta. Para quem tem alguma restrição alimentar, comprar à granel pode ser um risco de contaminação cruzada muito grande. Dessa maneira, indico a compra apenas de produtos fechados e sempre lendo os rótulos.

 

 

 

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15/06/2017
Panquecas de banana
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Mais uma receita bem simples!!

Panqueca de banana

Ingredientes

  • 1 banana
  • 1 ovo
  • 1 colher (sopa) aveia
  • 1/2 colher (café) canela em pó
  • 1 colher (café) rasa fermento em pó

Instruções

  1. Bata todos os ingredientes no mixer, que deixará a massa mais fofinha;
  2. Em uma frigideira, aqueça um pouco de manteiga ou de óleo;
  3. Acrescente a massa e cozinhe dos dois lados.
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10/05/2017
Redução do consumo de glúten X Risco de Doença Cardíaca

Nesta semana a maioria dos jornais e revistas reportaram um estudo do The BMJ em que avaliou o consumo de glúten em adultos sem doença celíaca e o risco de doença cardíaca.

Para quem quiser ler o artigo na íntegra: http://www.bmj.com/content/357/bmj.j1892

O interessante é que essas redes de informação alardearam que a redução do consumo de glúten está sim associada à doença do coração, porém não aprofundaram de fato a pesquisa. Li o artigo e colocarei aqui alguns pontos que achei ser de extrema importância para que não se crie nenhum pânico:

Como foi realizado o estudo:

  1. Foram avaliados por 26 anos 2.2273.931 pessoas e dentre essas, neste período, foram selecionadas aquelas que desenvolveram alguma doença cardíaca: 2431 mulheres e 4098 homens. Os pesquisadores quiseram avaliar a hipótese se o consumo elevado de glúten estaria associado a um risco maior de doença cardíaca;
  2. Os resultados foram avaliados a partir de questionários  que eram enviados aos participantes e respondidos por eles. Foram avaliados estilo de vida, peso e altura, exposição ambiental e condições médicas;
  3. A alimentação foi avaliada a partir destes questionários respondidos pelos próprios participantes em que se quantificou a frequência alimentar. A partir dessas informações se estimou a quantidade de glúten consumida. Além da estimativa do consumo de álcool, gorduras trans, carne vermelha, embutidos, gorduras polinsaturadas, frutas e vegetais;
  4. Também se avaliou a idade, raça, IMC (proporção do peso para altura), histórico de diabetes, uso regular de aspirina e anti-inflamatórios, uso de estatinas, uso de polivitamínicos, tabagismo, histórico familiar de infarto, histórico de hipertensão, histórico de colesterol elevado, prática de atividade física, menopausa e uso de hormônios (menopausa).

O que já se sabe sobre esse assunto, segundo os autores:

  1. Glúten causa reações adversas em pessoas com doença celíaca
  2. A restrição de glúten por pessoas sem doença celíaca tem aumentado nos últimos anos, parcialmente por se acreditar que o glúten tem efeitos deletérios à saúde

O que os autores concluíram:

  1. Entre os homens e mulheres avaliados por mais de 25 anos, a quantidade de glúten consumida não foi associada com doenças do coração;
  2. A redução do consumo do glúten pode resultar na redução do consumo de grãos integrais, que estão associados por diminuir o risco de doenças cardíacas;

Minhas observações:

estudo BMJ

 

 

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09/05/2017
Especial Café da Manhã sem Glúten
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A falta do pão francês tradicional aos poucos vai sendo esquecida na alimentação sem glúten, temos tantas opções deliciosas!

As próximas postagens serão dedicadas à essa refeição tão especial: o café da manhã!!

Hoje mostro uma típica preparação do nordeste: o Cuscuz, que pode ser consumida doce ou salgado, puro ou com leite. Do jeito que preferir …

Eu costumo consumir com um pouco de manteiga e às vezes com ovos mexidos!!! Delicioso pra começar bem o dia!

Cuscuz de Milho

Ingredientes

  • 3 colheres (sopa) flocão de milho
  • 4 colheres (sopa) água
  • 1 pitada de sal
  • Manteiga

Instruções

  1. Hidratar o floco de milho e o sal com a água;
  2. Se tiver tempo, deixar hidratando por alguns minutos;
  3. Colocar a massa na cuscuzeira e acrescentar manteiga (caso goste);
  4. Levar ao fogo baixo por aproximadamente 15 minutos.

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18/03/2017
O que comer em uma alimentação sem glúten?
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Ao receber o diagnóstico de doença celíaca ou de outra desordem em que o glúten deve ser retirado, muitas pessoas ficam sem saber o que podem comer. Acham que não terão muitas opções de alimentos, mas não é bem assim.

Na verdade, não devemos  apenas retirar o glúten e  substituir as farinhas, devemos ter uma alimentação com os diversos grupos de alimentos, privilegiando os mais naturais e preparados em casa. Evitando, dessa maneira, o desenvolvimento de outras doenças.

Vejam:

Alimentos sem Glúten

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15/03/2017
Cuidados em casa para evitar a contaminação cruzada

Esse é um tema muito importante, muitos acabam se atentando apenas à composição das preparações,  mas desconhecem a Contaminação Cruzada por glúten.

“Contaminação cruzada” por glúten ocorre quando há a transferência de glúten para um alimento naturalmente sem glúten.

O traço de glúten adoece o celíaco e o sensível ao glúten. Não basta apenas deixarmos de comer o glúten “visível”, o cuidado deve-se estender à outras ações do nosso dia-a-dia que pode causar essa contaminação.

Se você for o único com restrição ao glúten em casa terá que ter muito cuidado para não se contaminar.

Segue aqui algumas dicas do que eu faço em casa:

Contaminação cruzada com glúten

Contaminação cruzada com glúten (1)

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12/03/2017
Opções de farinhas sem glúten
Farinhas

Depois que descobri ser celíaca, a maior dificuldade foi encontrar outras farinhas que substituísse a tão utilizada farinha de trigo. Me surpreendo a cada receita testada, pois as preparações sem glúten podem sim ser saborosas, além do que me fazem sentir muito melhor.  Anotem aí!!!

Opções de farinhas sem glúten

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11/03/2017
Quais alimentos têm glúten?
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O glúten é uma proteína que está presente naturalmente no trigo, centeio e cevada. Na aveia pode estar presente por contaminação. Precisamos ficar atentos não apenas com esses ingredientes, mas também com seus derivados:

Alimentos com Glúten (1)

Alimentos com Glúten (2)

Alimentos com Glúten

Alimentos com Glúten (3)

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09/03/2017
Conheça as desordens do glúten
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Oláaaa!!! Estou muito feliz em poder contribuir de alguma maneira com todos que tem a mesma restrição alimentar que eu …

Não poderia iniciar essa página sem descrever quais são as doenças que estão relacionadas ao glúten e esclarecer que somente nesses casos que é indicada a retirada dessa proteína.

O glúten não está envolvido apenas na Doença Celíaca, existem outras desordens por ele causadas:Sem título

 

ORIGEM AUTOIMUNE

DOENÇA CELÍACA

É uma doença autoimune desencadeada pela ingestão do glúten por indivíduos geneticamente predispostos. Seu tratamento consiste exclusivamente na retirada total do glúten da alimentação. O glúten é a fração de proteína encontrados no trigo, centeio e cevada. Se manifesta por meio do contato das frações tóxicas do glúten (gliadina e glutenina) com as células do intestino delgado, provocando uma resposta imune com a produção de anticorpos, e, frequentemente, atrofiando a mucosa intestinal e diminuindo a área disponível para absorção de nutrientes. Por isso os celíacos podem apresentar falta de vários nutrientes no organismo. Existem 3 formas:

Clássica: se manifesta nos primeiros anos de vida com sintomas como diarreia ou constipação crônica, falta de apetite, vômitos, emagrecimento, comprometimento do estado nutricional, irritabilidade, déficit do crescimento, dor e distensão abdominal, atrofia da musculatura glútea e anemia por falta de ferro.

Não- clássica: caracteriza-se pela ausência de sintomas digestivos ou, quando presentes, ocupam um segundo plano. Os pacientes podem mostrar manifestações isoladas, como baixa estatura, anemia por deficiência de ferro que não responde à suplementação de ferro oral, artrite, constipação intestinal, osteoporose e esterilidade.

Assintomática: como o próprio nome diz, a pessoa não apresenta nenhum sintoma, podendo permanecer sem diagnóstico por prolongado período de tempo, muitas vezes superior a 10 anos, o que pode levar a complicações na saúde, como: anemia resistente ao tratamento, dermatite herpetiforme (expressão dermatológica da doença), primeira menstruação tardia e menopausa precoce, infertilidade, abortos de repetição, depressão, sintomas neurológicos progressivos (principalmente ataxia e epilepsia), osteoporose, doenças malignas do trato gastrointestinal. Vem sendo reconhecida com maior frequência nas últimas duas décadas após o desenvolvimento de marcadores específicos no sangue (anticorpos antitransglutaminase e antiendomísio). A realização do rastreamento destes anticorpos no sangue é aceita como diagnóstico definitivo quando os resultados são positivos e confirmados pela biópsia intestinal, seguida pela resposta à dieta isenta em glúten.

DERMATITE HERPETIFORME

É a manifestação na pele da Doença Celíaca, caracterizada por erupção cutânea que inicialmente consiste em pequenas lesões e rapidamente se transformam em elevações na pele. Pequenas bolhas podem aparecer e se romper, secar e formar feridas. Os sintomas predominantes são coceira intensa e queimação. As lesões são caracterizadas por serem simétricas. Os cotovelos e antebraços superiores são afetados em mais de 90% dos pacientes. Outros locais comumente envolvidos são as nádegas, joelhos, ombros, sacro, face, couro cabeludo, pescoço e tronco.

Apenas 10% dos pacientes com Dermatite Herpetiforme tem sintomas gastrointestinais e estes são geralmente leves. Entretanto, a atrofia da mucosa intestinal da Doença Celíaca é encontrada de 65% a 75% dos pacientes com Dermatite Herpetiforme.
Depois de estabelecer um diagnóstico de Dermatite Herpetiforme, a execução da alimentação sem glúten deve ser recomendada, mesmo quando a mucosa do intestino delgado parecer normal (como é o caso em Doença Celíaca potencial), porque a erupção da Dermatite Herpetiforme é sensível ao glúten.

ATAXIA POR GLÚTEN

O termo “ataxia” significa perda de equilíbrio e coordenação. Os pesquisadores sugerem que essa ataxia em pacientes com altos níveis no sangue de anticorpos sensíveis ao glúten são imunomediadas e propuseram o termo “ataxia por glúten”, que é uma doença autoimune caracterizada por danos no cerebelo.
A resposta ao tratamento com uma dieta isenta de glúten depende da duração da ataxia antes do diagnóstico. A perda de células de Purkinje do cerebelo é o resultado da exposição prolongada ao glúten em pacientes com Ataxia por Glúten. O início imediato de uma dieta sem glúten é recomendado para melhoria ou estabilização da ataxia.

ALERGIA AO TRIGO

É uma reação imunológica às proteínas de trigo, e não somente ao glúten. É classificada em alergia alimentar clássica, que afeta a pele, o trato gastrointestinal ou o trato respiratório.
Grande parte da pesquisa sobre reações alérgicas adversas ao trigo tem se centrado sobre alergia respiratória, que é uma das alergias mais comuns de trabalho em muitos países. Alergia alimentar ao trigo, que na sua forma extrema pode levar a anafilaxia e morte, é provavelmente menos difundida na população em geral.

SENSIBILIDADE AO GLÚTEN

Existem casos de reação ao glúten em que nem os mecanismos alérgicos nem autoimunes estão envolvidos. Estes são geralmente definidos como sensibilidade ao glúten. Na sensibilidade ao glúten os pacientes são incapazes de tolerar o glúten e desenvolvem uma reação adversa ao consumi-ló que, geralmente, e diferentemente da doença celíaca, não provocam danos no intestino delgado. Embora os sintomas gastrintestinais na sensibilidade ao glúten sejam parecidos com doença celíaca, o quadro clínico não é acompanhado dos anticorpos específicos relacionados com a celíaca.

Há uma prevalência de sintomas “extra-intestinais”, tais como mudanças de comportamento, dores ósseas ou articulares, câimbras musculares, dormência nas pernas, perda de peso e fadiga crônica. Durante a última década, vários estudos têm identificado os sinais e sintomas associados com a Sensibilidade ao Glúten Não Celíaca, especialmente quanto aos transtornos neuropsiquiátricos, como por exemplo no transtorno do espectro autista em que a implementação de uma dieta isenta em glúten parece melhorar o comportamento de um grupo de crianças.

Atualmente não existem biomarcadores de laboratório específicos para a Sensibilidade ao Glúten. Normalmente, o diagnóstico é baseado em critérios de exclusão; uma dieta de eliminação de glúten seguida por um “desafio aberto” (isto é, a reintrodução monitorada de alimentos contendo glúten) é mais frequentemente usada para avaliar se a saúde melhora com a eliminação ou redução de glúten da dieta do paciente. Infelizmente, a informação baseada em evidência nesta área é limitada.

Referências
PRATESI R, GANDOLF L. Doença celíaca: a afecção com múltiplas faces. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 81, n. 5, p.357-358, 2005.
ARAUJO HMC, ARAUJO WMC, BOTELHO RBA, ZANDONADI RP. Doença celíaca, hábitos e práticas alimentares e qualidade de vida. Revista de Nutrição, Campinas, v. 23, n.3, p. 467-474, 2010.
SAPONE A, et al. Spectrum of gluten-related disorders: consensus on new nomenclatures and classification. BMC Med, Londres, v.10, n. 13, p 1-12, 2012.

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